No antigo sistema de prova de trabalho do Ethereum, um bloco tio era um bloco concorrente que não integrava a cadeia canônica, mas cujo cabeçalho podia se qualificar para reconhecimento em um bloco canônico posterior. Ommer é um nome alternativo, neutro em gênero, para o mesmo conceito.
Por que surgiam blocos concorrentes
A mineração era probabilística e as mensagens levavam tempo para se propagar. Dois mineradores podiam construir sobre o mesmo bloco pai antes de saber do trabalho um do outro. A rede acabava seguindo uma das ramificações, deixando a outra candidata fora do histórico aceito de transações.
O Ethereum permitia referenciar cabeçalhos de blocos tio elegíveis segundo regras de ancestralidade e inclusão. Isso compensava parcialmente um trabalho que, de outra forma, não receberia nada e reduzia desvantagens associadas a atrasos de propagação.
Reconhecimento não confirmava transações
Referenciar um cabeçalho de bloco tio não importava suas transações para o registro canônico. Uma transação precisava ser incluída separadamente em um bloco canônico para integrar o histórico aceito. Elegibilidade do cabeçalho e confirmação de transação eram questões distintas.
Blocos tio descrevem a mineração histórica do Ethereum. A transição para prova de participação eliminou a inclusão de ommers e suas recompensas. Exploradores antigos e discussões sobre mineração ainda podem mostrar esses registros, mas eles não são uma categoria contínua de recompensa para validadores do Ethereum.