O cruzamento da morte é a passagem descendente de uma média móvel curta para baixo de uma longa. Costuma ser interpretado como baixista porque os preços médios recentes enfraqueceram em relação ao histórico mais extenso. O exemplo conhecido no gráfico diário usa a média de 50 dias cruzando abaixo da de 200 dias.
Uma relação entre médias
O evento envolve as duas linhas de média, não apenas o preço do ativo caindo abaixo de uma delas. Se a média curta já estava sob a longa, permanecer ali não forma um novo cruzamento.
Analistas podem escolher outros períodos ou médias simples e exponenciais. Essas escolhas afetam quando o cruzamento aparece. O período do gráfico também deve ser indicado: 50 candles de uma hora não são 50 dias. Um candle incompleto pode alterar os valores atuais das médias antes de fechar.
O nome exagera a certeza
O cálculo resume preços passados. Quando o cruzamento aparece, boa parte da queda pode já ter ocorrido, e o preço atual pode até estar se recuperando.
Mercados laterais podem alternar cruzamentos dourados e da morte sem tendência duradoura. Assim, o sinal não estabelece um colapso inevitável, não mede valor fundamental nem garante lucro ao abrir uma posição vendida.