Uma stablecoin colateralizada é um token cujo modelo de estabilização depende de reservas ou garantias depositadas em um protocolo. Esses ativos sustentam o valor pretendido por regras definidas de emissão, resgate ou pagamento de dívida. As garantias podem incluir ativos financeiros tradicionais, criptoativos ou ambos, e o modelo de lastro importa mais que o nome.
Diferentes formas de lastro
Um emissor com lastro fiduciário pode manter depósitos bancários e instrumentos financeiros líquidos com custodiantes. Clientes elegíveis podem emitir ou resgatar conforme seus termos, enquanto outros titulares podem negociar em mercados secundários.
Um sistema lastreado em criptoativos pode manter garantias em contratos inteligentes e emitir stablecoins contra elas. Garantias voláteis normalmente exigem sobrecolateralização, monitoramento de preços e mecanismos de liquidação. Um protocolo pode combinar vários tipos; ser emitido na blockchain não significa que todo ativo de lastro seja independente de bancos ou emissores centralizados.
O que as garantias não asseguram
Qualidade, disponibilidade, avaliação e exigibilidade jurídica afetam a utilidade do lastro sob estresse. Um relatório de reservas descreve um escopo e uma data específicos; sozinho, não garante todos os resgates futuros.
Os preços podem se afastar da meta apesar do lastro informado. Elegibilidade para resgate, atrasos, taxas, falhas de custodiantes, erros de oráculos e déficits de liquidação podem prejudicar a relação entre reservas e valor do token.